Uso do equipamento é simples, mas cada um tem aplicação distinta. Uso irregular prejudica visibilidade dos demais e, no extremo, pode provocar acidentes.

A utilização correta dos faróis do carro é um requisito primordial de segurança. Além de permitir que o motorista enxergue o que vai à frente, eles permitem que seu veículo seja visto pelas outras pessoas, sejam  outros motoristas, pedestres, motociclistas ou ciclistas. Por isso, entenda como e quando usar cada um dos faróis do seu carro.

Farol baixo
Destinado a iluminar o trecho à frente do automóvel, possui facho voltado para baixo e, por isso, não ofusca a visão dos demais motoristas. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito: “o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias”.

Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI Brasil – Centro de Experimentação e Segurança Viária, recomenda que o uso da luz baixa seja adotado em qualquer situação. “Embora a lei exija o uso durante o dia apenas nas rodovias, o motorista certamente terá mais segurança se estender a prática para os trechos urbanos”, afirma.

Farol alto
Ele ilumina um trecho maior à frente do veículo, em comparação com o farol baixo – seu facho é mais potente e em um ângulo mais elevado. Por isso, a sua utilização é bastante restrita, já que provoca o ofuscamento da visão dos demais motoristas. “Nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo”, diz o Código Brasileiro de Trânsito.

O farol alto também pode ser usado para avisar outros motoristas, seja da intenção de ultrapassar o veículo à frente ou avisar quem vem em direção contrária sobre algum perigo. Mas atenção: o texto da lei estabelece que isso deve ser feito com um breve acionamento, voltando imediatamente à luz baixa.

DRL
Depois de muita polêmica, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) estabeleceu que o uso dos DRLs (daytime running lights – Faróis de Rodagem Diurna) atendem à exigência do uso do farol baixo em rodovias. No entanto, Burin faz um alerta: “Por uma questão de segurança, para ser melhor visualizado, é recomendável o acionamento dos faróis baixos mesmo com a presença dos DRLs.”

LED PHILIPS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

 

Luzes de posição
Popularmente conhecida como “lanterna”, elas são obrigatórias em duas ocasiões: com o veículo parado na via, para embarque e desembarque de passageiros ou carga e descarga; ou durante o dia, sob chuva.

LANTERNAS SERVEM PARA POSICIONAR O VEÍCULO NO TRÂNSITO. LED FAVORECE A VISIBILIDADE (FOTO: DIVULGAÇÃO)

 

Faróis de milha e neblina
Embora suas funções sejam bem distintas, muita gente os confunde – e, em certa situações, isso pode até ser perigoso.

Os faróis de milha possuem um facho estreito e potente, que iluminam uma distância maior que o farol alto – e, da mesma forma, só podem ser usados em estradas sem iluminação e devem ser desligados se houver veículos à frente ou vindo em sentido contrário.

Já os faróis de neblina possuem facho largo e são posicionados mais próximos do chão, para conseguir iluminar a via à frente do veículo abaixo da neblina (esse fenômeno atmosférico se forma acima de 30 cm do solo), facilitando a visualização das marcações horizontais. E, ao contrário da crença popular, seu uso não substitui o farol baixo.

O conjunto dos faróis de neblina incluem uma luz traseira adicional. “Ela possui intensidade maior que a lanterna do veículo e serve para alertar os motoristas que vem atrás”, diz Burin, explicando que o acionamento é feito pelo segundo estágio do botão.

O representante do CESVI ainda alerta para o perigo de se utilizar o farol alto ou de milha durante uma neblina. “A neblina é composta de milhares de gotículas de água no ar, que irão refletir o facho de luz e, assim, prejudicar ainda mais a visão do motorista”, diz. “Se o veículo não possuir faróis de neblina, deve-se utilizar somente o farol baixo.”

 

Fontes:
Texto: revistaautoesporte.globo.com
(Por MARCIO ISHIKAWA)
Foto: DIVULGAÇÃO

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